terça-feira, 27 de novembro de 2007

BARBARAH É MESMO BÁRBARA!


A cada dia, Barbarah me surpreende mais ainda. Seu raciocínio rápido, muitas vezes dá-me respostas surpreendentes, até parece que veio para orientar-me a cuidar de Déborah, por isso a chamo de meu pequeno raio de sol. Tenho aprendido bastante com ela. Quando sinto-me sem forças, sem alguém para conversar, desabafo com ela, contando historinhas inéditas. Ela é minha fonte de energia e, assim como Déborah, mora no jardim do meu coração, perfumando minha alma de sonhos.


Pedi a Barbarah que não crescesse, pois não queria perdê-la para o mundo que ela aos pouco vai descobrindo. Eu temia que um dia viesse a sentir a mesma saudade que ora sente mamãe, quando lembra de nós ainda meninos, e que, segundo mamãe, naquela época éramos só dela. Mas ao pedir para que Babu não crescesse ela fez apenas um jeitinho dengoso, como pedindo para que não lhe exigisse aquilo. “Oh ! Painho, eu tenho que crescer para ser doutora e cuidar da Déborah.”
É quase inacreditável o que ela conversa comigo, portanto não culpo quem possa achar que imagino tudo isso. Só escrevo para que fique registrado no Diário de meu Anjo Azul.Amo-as mais do que a mim mesmo. Não consigo me imaginar sem a tagarelice da Barbarah, nem sem o silêncio de Déborah.


As duas se completam e juntas completam minha felicidade e de Suelane.
E para ser irmã de Déborah, só poderia ser mesmo uma Barbarah
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Fragmentos do texto" Barbarah é Barbara! Transcrito do Livro : “O Diário de Déborah”

Escrevi este texto há mais de seis anos e neste mês a Barbarah ganhou dois prêmios no Colégio Farias Brito: Tirou o 3o Lugar no concurso de poesias e o 2o no concurso de pinturas. Suelane, Déborah e eu, além de sua vovó Socorro e sua tia sueleide fomos prestigiar o evento. Foi um noite inesquecível.
Além disso Barbarah foi classificada para a classe Olímpica, classe de Elite do Colégio Farias Brito, o melhor colégio de Sobral e porque não dizer do Estado do Ceará. Realmente Barbarah é Bárbara!!!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

video

Barbarah e Deborah na Biblioteca Municipal/ Sobral Lustosa da Costa

O nosso lugar preferido é estar perto dos livros que nos ensina em silêncio como os verdadieros sábios.

Debinha adorou a visita. aliás haviam pessoas ali que a conheciam através do jornal. Barbinha faz sua carteirinha e sempre que podemos vamos alugar livros.

O SORRISO DA FLOR


O SORRISO DA FLOR


Naquela tarde, quando fiquei sabendo que Déborah tinha uma lesão no celebro , e que iria ser uma criança para sempre, eu tive uma conversa com Deus, e , confesso que no final eu falei que Ele não existia. Mas Ele sabia o tamanho da dor que havia no meu coração e perdoou-me.


Foi bastante dolorosa para mim essa notícia, tão dolorosa que ainda hoje ao lembrar, chega a fluir de meus olhos gotas de lágrimas. Vi todos os meus sonhos, que fabriquei durante noves meses, se evaporarem. Era como se eu não tivesse direito a sonhá-lo nunca mais. Pois os sonhos de vê-la correndo para os meus braços, ao ir pega-la na porta da escola, seria sempre um sonho. E para onde foram os sonhos de ouvi-la falar a sua primeira palavra ? Até a cena, que idealizei por bastante tempo, onde eu a ouvi me chamar papai, apagou-se de minha mente.


Procurei resposta par tudo. Pedi a Deus que me mostrasse, de algum modo, algo que me fizesse acreditar na sua existência. Mas, talvez por causa de tanta dor eu não sabia o que falava, e Ele, outra vez me perdoou.
Isolei-me do mundo. O meu mundo era minha filha, nada mais interessava, nada, nem mesmo os meus sonhos de consumo, profissionais e outros que carregava comigo deste muito tempo. Sempre que podia, perguntava a Deus por quê tantas pessoas más podiam falar, andar e serem independente, enquanto minha filha, e várias outros anjos azuis, teriam que ficar prisioneira num mundo tão limitado.


Aos pouco fui ouvindo a voz do silencio, comecei a perceber que os olhos tinham o seu próprio idioma, e no sorriso de Déborah encontrei finalmente Deus, pois eu o vejo agora no mais simples gesto que minha filha faz. Então, ao lembrar daquela tarde em que recebi aquela triste notícia, lembro-me que Debinha, no seu silencio, com o olhar perdido no nada, também sorria.


Ainda não consegui ouvir Déborah falando papai, e nem por isso deixo de ser feliz, pois felicidade igual a que sinto quando a vejo em silencio sorrindo para mim, como se pudesse ler meus pensamento, é impossível.

VOCÊ LÊ MEUS PENSAMENTOS ?




Déborah,
No seu silencio, quando me olha,
Parece que o céu se aproxima neste momento.
E uma paz envolve-me,
Parece até que você lê meus pensamentos.
A felicidade que sinto
Transforma-me numa criança.
Peço ao tempo que passe lento,
Talvez eu possa, quem sabe,
Ler também seus pensamentos.
Mas, você lê meus pensamentos ?
Então sabe o quanto lhe amo.
Em quem penso, em quem chamo
A cada instante, a todo momento.
Sabe que este seu beija-flor
Tem por você o maior dos sentimento.
E quando buscar mais amor
Minha filha, por favor
Procure ler meus pensamentos.



Transcrito do Livro : “O Diário de Déborah” Autor: Vaumirtes Freire

O SILÊNCIO DO MEU OLHAR




Quisera eu que Déborah pudesse andar sozinha, corresse pela calçada, teimando em pular do sofá para o chão igual a Barbarah, sua irmãzinha caçula, e mesmo que ela chegasse em casa com os joelhos feridos por ter se machucado durante o recreio, eu seria, com certeza, como ninguém jamais foi, um pouco mais feliz.


Mas, mesmo ainda não sendo possível este sonho eu sou feliz, porque aprendi a encontrar a felicidade nas coisas mais simples que me cercam. Percebi que sempre há um brilho no seu olhar ao me ver chegar. Vi no seu sorriso de felicidade que eu sou muito importante na sua vida, e ela, a cada dia, começa a cobrar mais um pouco deste beija-flor.


No entanto, não posso negar, que apesar da explosão de felicidade que há no meu rosto, não exista uma lágrima de silêncio no meu olhar, pois ,vez por outra, ainda chego a questionar, não mais a Deus, mas a mim mesmo:” O que eu poderia ter feito e não fiz? O que eu fiz e não era para ser feito ? O que ainda posso fazer e não faço ? Estou eu acomodado ?” Ninguém me responde. Os porquês se multiplicam e caem aos meus pés procurando respostas que nem eu mesmo sei onde estão.
Assim silencio-me no meu próprio silêncio, escondendo essas lágrimas, não de mim, mesmo porque não posso, mas de todos que precisam do meu sorriso, inclusive minha pequena flor.


Quisera eu que Déborah falasse, quem sabe ao completar dez anos, ou quinze, ou até mesmo se demorasse mais vinte anos para ouvir sua voz, eu iria ser um pouco mais feliz, e mesmo que ela ficasse tagarelando, igual a sua irmãzinha na hora dos meus programas favoritos ( que já nem sei quais são ) eu não iria pedir que se calasse nem um pouquinho. Talvez seja por isso que adoro a tagarelice da Barbarah, mesmo me impedindo de ouvir algo de interessante na televisão.E ali, retalhando o nada com olhar, eu sorrio em silêncio...


Retalhos da Cronica" O silêncio do meu Olhar. Do Livro : O Diário de Déborah"