quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

NO SILÊNCIO DE UM PENSAMENTO...


Hoje Déborah me olhando, observando cada palavras minhas enquanto conversava com Barbarah. Senti como se ela abraçasse meu coração tamanho o silêncio que a envolvia naquele seu olhar quase que de adoração por mim.

Sentadinha numa cadeira ao lado da janela, ela sequer olhava a rua movimentada para ajoelhar seu olhar nos meus olhos, como se quisesse que eu lesse seus pensamentos, pois as palavras não queriam sair de seus lábios, e ela tentava falar com o olhar.

Barbarah após me dar um beijo esticado num bico, sua marca tradicional sempre que me ver, saiu para se aprisionar ao viajar na internet no seu último dia de férias. Então, fui até Déborah que ao perceber minha aproximação sorriu ( o sorriso mais lindo que conheço ) e abriu os braços como se quisesse voar para os meus, e assim me algemou por um longo tempo.

Sem saber o que fazer comigo ali ao seu domínio, ela me tatuava contra seu rosto. E numa felicidade indecisa de borboletas que não sabe qual das flores beijar primeira, ela me abraçava, olhava –me nos olhos, voltava a me abraçar e depois voltava a repetir tudo de novo. Talvez querendo dizer-me algo, mas nem precisava, pois eu não sei como, consegui ouvir o silêncio dos seus pensamentos e ela os meus.

Fiquei a imaginar o que ela queria me dizer e eu falava tudo que eu queria ouvir dela. Debinha sorria e colocando suas mãos sobre meus lábios pedia que eu repetisse tudo novamente e assim ficamos conversando e olhando velhas fotografias, sentados no chão frio da sala. E naquela manhã de sábado não havia coisa melhor no mundo pra nós.

Conversei com Debinha sobre as tempestades que sombreia meus dias, desfiando vez por outra fortes serenos em meu olhar já não tão cheio de esperança quanto antes desde que mamãe, sua vovó Valderez adoeceu.

Falei-lhe de meus sonhos engavetados no comodismo e ela sorria a cada vez que eu mesmo respondia as minhas próprias perguntas. Era uma conversa comigo mesmo, mas parecia que a resposta vinha dela, pois eu falava muitas coisas que eu precisava ouvir, coisas que ás vezes não gostamos que os outros falem.

Debinha é isso, minha outra metade, ou melhor nossa outra metade, pois todos nós, Suelane, Barbarah e eu nos completamos com ela. È incrível como ela sabe perdoar, pois às vezes não podemos sair para passear e quando isso acontece ela chora, porém em poucos segundo lá esta Debinha nos abraçando como se pedisse desculpa e sorrindo com os olhos ainda cheios de lágrimas...Eu a amo mais do que minha própria vida.

Acho que já falei (escrevi) isto antes, mas preciso repetir.

“ Quando eu era pequeno, eu podia ouvir, na minha imaginação de criança, meu anjo da guarda, hoje já adulto, posso vê-lo aqui na minha frente só que ainda em silêncio nos seus pensamentos. “


Transcrito do livro : O Diário de Déborah” Autor Vaumirtes Freire


Na quinta-feira, dia 3 durante a inauguração da árvore de Natal em Sobral, o governador Cid Gomes estava presente e ao cumprimentar-lo ele fez a tradicional perguntas que vários amigos sempre fazem: “ Cadê a Debinha? “ Eu, sorri e respondi que ela estava na final da Bolevard com sua mãe e a Barbarah. Para minha surpreza, o Governador saiu me acompanhando até onde Debinha se encontrava e a abraçou. “Realmente ela é um anjo.” Disse.